«Não andamos neste mundo por ver andar os outros».
É uma expressão muito utilizada pelos jovens.
O porquê desta expressão? Talvez porque temos as nossas ideias, convicções, o nosso modo de pensar, de agir, de encarar a realidade…e é desta forma que não nos deixamos levar “pelo que está na moda”, o que na maior parte das vezes só nos arrasta por caminhos que não sabemos onde vão dar.
É importante sentirmos que temos a vida nas nossas mãos e que é urgente vivê-la no dia-a-dia, com maior ou menor dificuldade, com alegrias e tristezas, sabendo ultrapassar as dificuldades, estando sempre atentos àquilo que Deus nos vai revelando nas mais pequenas circunstâncias.
Por vezes ficamos a pensar: porque é que eu não nasci com jeito para isto? Porque é que fulano é assim e eu não?! Deste modo, esquecemo-nos das nossas riquezas. Sim, porque também as temos. O que precisamos é desperta-las, pô-las a render e não ficar de braços cruzados à espera que um milagre faça aquilo que a nossa preguiça não deixou fazer! Já nos dizia santa Teresa que «devíamos rezar como se tudo dependesse de Deus e trabalhar como se tudo dependesse de nós».
O que poderá acontecer se o nosso pequeno projecto não for bem realizado? Há uma história muito velhinha que diz tudo:
«Uma leiteira dirigia-se para o mercado, com a sua bilha de leite à cabeça. Ia muito contente e a falar consigo própria:
“Com o dinheiro que fizer desta venda, comprarei uma cesta com cem ovos. Destes cem ovos, nascerão cem pintainhos. Quando eles forem grandes, vendê-los-eis e comprarei um porco. Alimentá-lo-ei bem com bolotas e farinha até ficar muito gordo. Depois levá-lo-ei ao mercado e com o dinheiro da venda, comprarei um bezerro, que correrá alegremente pelos campos.”
A leiteira ia tão distraída com estes pensamentos que não viu uma pedra no caminho. Tropeçou nela e a bilha de leite caiu ao chão.
Pobre leiteira! Lá se foram, o dinheiro e os ovos, os pintainhos, o porco e o bezerro!»
E tu, gostas de sonhar? Há quem diga que os sonhos alimentam a realidade e comandam a vida. Eles abrem-nos horizontes e ajudam-nos a criar.
Devemos ter sempre cuidado em não construir castelos na areia, não vá vir o vento e tudo desfazer! As nossas “construções” devem ter uma base sólida e bem segura, para que no futuro não soframos as trágicas consequências. É preciso, agora no presente, sermos cuidadosos na forma como o projectamos, só assim garantimos o bom sucesso do mesmo.
Quantos de nós não gostavam de ser como aquele jogador de futebol, um famoso actor de cinema ou até mesmo ter uma voz como a tal cantora?
No fundo estamo-nos a servir de um modelo. O modelo pode trazer duas atitudes extremistas a todos os jovens: pode anular a personalidade individual ou levar a pessoa para altos voos.
Cada um terá que ser ele próprio, porque, na verdade, não existem dois homens iguais. O exemplo alheio, no entanto, dá-nos confiança, certeza, capacidade de nos realizarmos como os outros. «Foi a santidade dos jovens e das jovens do seu tempo que forçou Santo Agostinho a modificar as coordenadas da sua vida».
Quantas vezes dizemos que foi “fulano” que nos ensinou a fazer determinada tarefa? «A presença de tal mestre é garantia de valor».
Vamos assim, construindo o nosso projecto com o auxílio de um modelo e de um mestre.
Para nós, cristãos, um só é o nosso modelo e mestre, Jesus Cristo. Ele mesmo disse: «Eu sou o caminho, a verdade e a vida».
Que o Menino Jesus nos ajude na realização do nosso projecto de vida. Seja ele o nosso modelo, mestre e construtor.
Menino Jesus de Praga, sê jovem na nossa juventude.
jmjp@santuariomeninojesus.org
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