João Paulo II

 

 

«…vós sois a esperança da Igreja e do Mundo. Vós sois a minha esperança». Foram estas as palavras do Papa João Paulo II, em relação aos jovens, na inauguração do seu pontificado, a 22 de Outubro de 1978, depois da conclusão da celebração.

Disse-o no início do pontificado e foi-o repetindo até ao fim da sua vida. Assim conseguiu acarretar atrás de si rios de jovens. Ele próprio sentia-se, e era, jovem no meio dos jovens.

Com palavras simples, verdadeiras, profundas e carregadas de amor, este Papa dos jovens, conseguiu tocar nos nossos corações.

Deixai que vos re-cordemos alguns desses momentos.

Durante o Jubileu da Redenção, em 1984, o Papa João Paulo II confiou aos jovens do mundo inteiro uma cruz feita de duas tábuas de madeira, para que eles a carregassem como símbolo da sua fé – «Queridos jovens, no final do Ano Santo, confio-vos o símbolo do Ano Jubilar: a "Cruz de Cristo"! Carreguem-na pelo mundo como sinal do amor de Nosso Senhor Jesus pela humanidade e proclamem a todos que é só em Cristo, que morreu e ressuscitou dos mortos, que a salvação e a redenção podem ser encontradas» (22 de Abril de 1984).

«Caríssimos jovens, como os primeiros discípulos, segui Jesus! Não tenhais medo de aproximar-vos d’Ele, de passar a entrada da sua casa, de falar com Ele face a face, como se convive com um amigo (cfr. Ex 33,11). Não tenhais medo da "vida nova" que Ele vos oferece: Ele mesmo dá-vos a possibilidade de acolhê-la e de a pôr em prática, com a ajuda da sua graça e o dom do seu Espírito.

(…) Jesus mora particularmente nas vossas Paróquias, nas comunidades em que viveis, nas associações e nos movimentos eclesiais de que fazeis parte, tal como em tantas outras formas contemporâneas de agregação e de apostolado ao serviço da nova evangelização» (Mensagem para as XI JMJ - 1997).

«Queridos jovens, uma preciosa experiência da unidade da Igreja, na riqueza da sua diversidade, vivei-a cada vez que vos reunis entre vós, especialmente para a Celebração eucarística» (Mensagem para as XIII JMJ - 1998).

«Perguntar-me-eis: mas é possível ser santo hoje? Se só pudéssemos contar com os recursos humanos, a empresa pareceria justamente impossível. De facto, bem conheceis os vossos sucessos e as vossas derrotas; sabeis que tipo de fardo pesa sobre o homem, quantos perigos o ameaçam e que consequências provocam os seus pecados. Às vezes podemos deixar-nos levar pelo desânimo e chegar a pensar que não é possível mudar nada no mundo nem em nós mesmos. Se o caminho é árduo, tudo porém podemos n’Aquele que é o nosso Redentor. Por isso, não vos dirijais a outros senão a Jesus» (Mensagem para as XV JMJ - 2000).

«(…)não tenhais medo de caminhar ao longo daquela vereda que o Senhor foi o primeiro a percorrer. Com a vossa juventude imprimi no terceiro milénio, que agora tem início, o sinal da esperança e do entusiasmo típico da vossa idade. Se permitirdes que a graça de Deus actue em vós, e se corresponderdes à seriedade no vosso compromisso quotidiano, fareis deste novo século um tempo melhor para todos» (Mensagem para as XVI JMJ - 2001).

«Amados jovens, não vos contenteis com nada menos do que os mais altos ideais! Não vos deixeis desanimar por aqueles que, desiludidos da vida, se tornaram surdos aos anseios mais profundos e autênticos do seu coração. Tendes razão para não vos resignardes com diversões insípidas, modas passageiras e projectos redutivos. Se mantiverdes com ardor os vossos anelos pelo Senhor, sabereis evitar a mediocridade e o conformismo, tão espalhados na nossa sociedade» (Mensagem para as XVII JMJ - 2002).

«A Bem-Aventurada Virgem Maria, que durante toda a sua vida se dedicou de maneira assídua à contemplação do Rosto de Cristo, vos conserve incessantemente sob o olhar do seu Filho» (cf. Rosarium Virginis Mariae, 10).

Sem marcação nem convite, o seu funeral foi um autêntico encontro mundial de juventude. Com lágrimas, orações e cânticos, os jovens esperavam horas a fio para passar uns breves segundos diante dos seus restos mortais; poder “olhar” o seu rosto resplandecente de paz.

Homem de fé inquebrantável. Carregou a sua cruz com amor. Não vacilou nem se deixou levar pela onda do “já é velhinho – deve renunciar”. Carregou a sua cruz até ao fim.

Confiou plenamente em Maria, e a Ela confiou os jovens.

Aos que dizem que ele nos deixou, aos que escrevem “Adeus, amigo”, os jovens gritam: “continuas sempre connosco”.


Menino Jesus de Praga, sê jovem na nossa juventude.

jmjp@santuariomeninojesus.org

Jovens do Menino Jesus de Praga

 

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